Gostaria de postar esse trabalho que fiz para a aula de projeto que infelizmente não consegui fazer um diagrama e nem escrever uma memorial, somente coloquei umas fotos de intensão do lugar para remeter uma mínima compreensão do que eu queria.( acho que vou perder alguns pontos por conta disso, pois a ideia é muito melhor que o projeto em si..)
Bom..esse projeto, cuja a proposta dos professores era fazer o que você bem entender nessa quadra próxima ao Copan, podendo subir o edifício o quanto você quiser, Assim fiz um levantamento de tudo o que tinha ao redor( café, cinema, teatro, biblioteca, museu, escola, ed. residenciais, hotel...) e o centro tem tudo e de tudo rs, que é a característica mesmo de Sampa " a cidade que nunca para", e de fato é mesmo.. E minha ida diária ao centro para a faculdade e trabalho no ônibus e metro super lotados , trânsito e tudo mais. Cheguei a conclusão que o centro de SP precisa de um espaço vazio, um lugar tranquilo como uma Biblioteca, porem sem a intensão de ler um livro, um museu, mas sem querer ver um quadro, ou até mesmo uma igreja( eu que sou ateu um dia fui a igreja da pça roosevelt, e fiquei sentado la só observando) sem a necessidade de rezar. Resultado.. comecei a projetar o Pavilhão do Silêncio contrastando com todo o seu entorno barulhento e cheio, e tive que pensar em um lugar vazio e silencioso que ao mesmo tempo atraísse as pessoas e que elas soubessem como se comportar nesse local.
É essencial compreender o percurso para entender o projeto. Primeiro imaginei uma pessoa andando no centro esbarrando em todo mundo, no som ensurdecedor do transito e o ar poluído, e ao chegar no pavilhão teria um espelho d`água que traz a sensação de relaxamento e sobre ele uma barreira de concreto branco que o guiara para dentro do pavilhão sobre uma marquise indicando um lugar reservado, ao entrar dentro do bloco preto você chegará em uma câmara escura totalmente silenciosa fazendo com que você se cale nesse exato momento, e seu olhar iria imediatamente para uma entrada a esquerda com luz que seria uma guia a sala principal onde o espelho d`água entra sutilmente nesse espaço e uma entrada de concreto da superfície do pavilhao de 21m chega aos 6m com uma abertura generosa luz principal que rebate na água iluminando o ambiente( essa última situação fica difícil de explicar literalmente, acho necessário compreender o corte). Para ser sincero esse projeto me lembrou uma caverna, por isso a forma na entrada na barreira de concreto, também a entrada ser o mesmo lugar da saída.. fiquei imaginando uma caverna construída por um homem, e também porque a caverna também da esse sensação de tranquilidade..
Era isso que eu queria dizer com o projeto e uma nova proposta para Sampa com intuito de um momento para pensar o que falta muito no cotidiano estressante dos paulistanos.

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